A Bovespa teve ontem um pregão de tranquilidade, que encerrou o ano nos mercados financeiros. Com noticiário escasso, volume de negócios reduzido e oscilações moderadas, o Índice Bovespa fechou aos 60.227,28 pontos, em alta de 0,75% no dia. O volume financeiro totalizou R$ 5 bilhões, contra R$ 8 bilhões da média diária de dezembro.

Apesar das dificuldades na economia nacional, 2016 foi um ano bom para o mercado de ações. O Ibovespa encerrou o período com ganho nominal de 38,94%, porcentual que compensou com folga as perdas de 2015, que somaram 13,31%. Quem mais lucrou foi o investidor estrangeiro, cujos ganhos foram potencializados pela apreciação do real no período. Em dólares, o Ibovespa acumulou ganhos de 69,18% em 2016. Até terça-feira (dia 27), o saldo de investimentos estrangeiros na bolsa indicava ingresso de R$ 13,886 bilhões no ano.

O dólar acumulou em 2016 a maior queda frente ao real em sete anos. Num ano de troca de governo no Brasil, a divisa norte-americana saiu de níveis próximos de R$ 4,00 em janeiro para fechar a sessão de ontem em R$ 3,25. No mercado à vista, a moeda contabilizou baixa de 17,88% em 2016, aos R$ 3,2521. Já a taxa Ptax perdeu 16,54%, aos R$ 3,2591. Os recuos acumulados frente ao real foram os mais acentuados desde 2009, quando o dólar à vista perdeu 25,35% e a Ptax, 25,49%.

Ainda que notáveis, as variações não conseguiram compensar os avanços em 2015: de 48,93% no mercado à vista e 47,01% na Ptax.

A despeito das novidades no ano, a última sessão de 2016 no mercado doméstico de câmbio foi tranquila e acompanhou o recuo do dólar no exterior. Por aqui, o movimento se refletiu numa baixa de 0,77% no mercado à vista, influenciado também pela entrada de recursos no País. O volume de negócios somou US$ 2,876 bilhões, de acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa.

A taxa Ptax, por sua vez, caiu 0,56%. Já o dólar futuro para fevereiro, o mais líquido, terminou o dia em queda de 0,98%, aos R$ 3,2800, com giro de US$ 11,029 bilhões.

Juros
Os juros futuros encerraram a última sessão regular de 2016 estáveis. A liquidez, como nos dias anteriores desta semana, foi fraca. Na comparação com o encerramento do ano passado, porém, as taxas deste fechamento são bastante inferiores. O DI para janeiro de 2018 marcou 11,54% no fim da sessão regular, mesma taxa no ajuste anterior. Esse contrato encerrara o ano passado a 16,53%. O DI para janeiro de 2019 fechou em 11,05%, ante 11,06%. E o DI para janeiro de 2021 terminou na mínima de 11,34%, ante 11,37%. No fim de 2015, a taxa estava em 16,62%.

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