Bovespa encerra o ano como a pior aplicação
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sexta-feira, 29 de dezembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A Bovespa registrou o pior desempenho entre as aplicações financeiras em 2000. Acumulou perda nominal de 10,72% no ano, ante uma valorização de 151,97% em 1999. Mas, neste mês de dezembro, disparou 14,84%, antecipando um cenário mais favorável para o Brasil no próximo ano. Ontem, o índice da carteira teórica paulista passou o dia sem grandes oscilações, para fechar em alta de 0,48%. O volume financeiro somou R$ 563 milhões.
A recuperação dos preços das ações em dezembro aconteceu pela expectativa, confirmada ao longo do mês, de vários indicadores positivos: sinalização pelo Federal Reserve de que os juros devem cair nos Estados Unidos em janeiro; divulgação do pacote de ajuda financeira para a Argentina, no valor de US$ 39,7 bilhões; queda acentuada do preço do petróleo ontem, o contrato para fevereiro fechou em baixa de 62 cents, negociado a US$ 25,85 em Nova York ; e redução da Selic.
Se, de um lado, os preços mostraram capacidade de reação, o mesmo não se pode dizer sobre os volumes financeiros. Em dezembro do ano passado, o volume médio diário da Bovespa foi de US$ 497,781 milhões. Neste dezembro, o giro médio caiu para US$ 336,222 milhões, considerando-se o dólar de encerramento ontem. Analistas citam uma série de motivos para o desinteresse dos investidores em permanecer no mercado doméstico. Entre eles, destaca-se a vocação inequívoca da Bolsa de Valores de Nova York de ser o centro de liquidez internacional, atraindo o lançamento de ADRs de empresas brasileiras.
O mercado de juros encerrou o ano da melhor maneira possível. Na BM&F, o contrato de DI para julho apontou taxa de 16,13%, abaixo dos 16,28% de anteontem. A projeção do contrato para abril recuou de 15,93% para 15,81%.


