Bovespa e Força preparam 'Bolsa Popular'
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) firmou acordo com a Força Sindical como forma de democratizar o capital das empresas junto aos trabalhadores brasileiros. Segundo o novo presidente da instituição, Raymundo Magliano Filho, a iniciativa é o embrião de uma futura Bolsa Popular. Segundo Magliano, a experiência de utilizar até 50% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) com a compra de ações da Petrobras no ano passado chamou a atenção dos trabalhadores para o mercado acionário.
Ele disse que a parceria com a Força Sindical terá como primeira iniciativa o patrocínio pela Bovespa de cursos sobre mercado de capitais para os trabalhadores e a disponibilidade de terminais do MegaBolsa (sistema eletrônico de negociações) em locais indicados pela Força Sindical. Ele observou que com a utilização de fundos como o FGTS houve a possibilidade, por exemplo, de garis aplicarem na Bolsa.
Magliano, cuja solenidade de posse contou anteontem à noite com a participação de 1.200 executivos financeiros e as presenças do vice-presidente da República Marco Maciel e do ministro da Fazenda, Pedro Malan, destacou que, para ampliar a credibilidade do mercado, a Bovespa está criando a figura do ombudsman que apoiará o investidor por meio de atendimento de dúvidas e reclamações e mediando conflitos.
Magliano disse também que o ideal para o mercado de capitais seria um modelo flexível de regulação. O novo presidente da Bovespa anunciou que pretende em sua gestão ampliar o diálogo com a sociedade com a criação de um Fórum Consultivo, composto de representantes da sociedade civil sindicatos, empresas, universidades, organizações não-governamentais e dos poderes Legislativo e Judiciário. O Fórum teria a função de fornecer subsídios para que a Bovespa possa obter informações e opiniões acerca de temas de interesse da Nação.
A Bovespa pretende também adotar medidas que ampliem sua participação em projetos sociais, acrescentando que a entidade já apóia mais de 50 instituições beneficentes. Magliano pretende enfatizar também a integração dos mercados da América Latina e não estar alheio aos processos de formação de blocos regionais.


