Bovespa dispara e sobe 5,67%
Bovespa dispara e sobe 5,67%
Agência Estado
Arquivo FolhaCalma passageiraBolsa de São Paulo teve ontem a maior valorização desde novembro, mas cenário exige cautelaO mercado de ações subiu com vigor e mais que neutralizou as perdas do dia anterior. A Bolsa de São Paulo fechou com valorização de 5,67% e passou a acumular rentabilidade de 3,09% em dois pregões do mês. O cenário mais calmo nos mercados internacionais - a bolsa da Rússia fechou em alta de 12% ontem - favoreceu a recuperação, que, ainda assim, não foi considerada convincente.
Para começar, a forte valorização das ações não esteve amparada por uma expansão no volume de negócios. O movimentado em São Paulo, de R$ 656,024 milhões, permanece baixo e traduz basicamente o giro rápido de ações. Nessas operações, o investidor atua no curto prazo, comprando e vendendo, para embolsar ganhos com as diferenças de preço dos papéis.
A perspectiva de instabilidade cada vez mais acentuada no mercado de ações, alimentada pela divulgação de resultados de pesquisas eleitorais, deve estimular o investidor a trabalhar apenas em operações de curto prazo. Por essa análise, a tendência é de que ocorram vendas para a realização de lucros tão logo os investidores acumulem algum lucro.
Uma recuperação do valor dos papéis, ademais, era esperada depois das fortes quedas que persistem desde maio. Entre maio e o primeiro pregão deste mês, na segunda-feira, a Bovespa chegou a apurou desvalorização de 17,7%. A recuperação das ações teria continuidade apenas com maior participação do capital estrangeiro, hipótese improvável no momento, por uma série de motivos, segundo analistas.
O principal deles é a instabilidade dos mercados internacionais, provocada pela crise dos países asiáticos e da Rússia que, teme-se, poderia alastrar-se para outros países em processo de ajuste, como o Brasil. Dois fatores domésticos também podem manter o capital estrangeiro arisco ao País: o agravamento do desequilíbrio fiscal, com a forte ampliação do déficit público, e o surpreendente crescimento da candidatura de Luís Inácio Lula da Silva nas pesquisas.





