São Paulo - O mercado parece olhar apenas para as boas notícias internas. Essa é avaliação de analistas. Mas esse clima róseo, pelo menos para a Bolsa, deve encontrar resistência se romper os 12 mil pontos, 12.400 pontos, dizem.
Apesar do ajuste no excessivo otimismo, de uma parcela do mercado, com a evolução da guerra, a Bolsa de Valores de São Paulo subiu 0,17% na semana ao fechar na sexta-feira passada aos 11.396 pontos.
''Se a Bolsa fechar em alta segunda (hoje) como na sexta-feira, terá acumulado valorização de 11% em março. Já está bem esticada. Não consegue passar da faixa de 12 mil pontos. Não tem combustível para isso'', diz Jorge Simino, diretor do Unibanco Asset Management.
No entanto, nos mercados de juros e câmbio, segundo analistas, ainda há espaço para melhora, se continuarem as captações externas e se a inflação acentuar a sua queda.
A inflação não é a ideal, mas está caindo, o que afastaria, por ora, a possibilidade de que o Banco Central venha a exercer o viés de alta. Nesta semana sai o Relatório de inflação do Banco Central, relativo ao primeiro trimestre de 2003.
Na quinta-feira, será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, de março. Analistas prevêem que o indicador venha de 0,7% a 1%, contra um resultado anterior de 1,61%.
O dólar acumula queda de 5,68% em março. E executivos de bancos demonstraram dificuldade em explicar a razão do bom humor na formação da taxa de câmbio.
Uma razão seria que se a queda não deriva do componente fluxo (dólar que entra e que sai), que ficou negativo em fevereiro, só poderia ser creditada a expectativas.
Apesar de ainda haver espaço para valorização do real, a taxa de câmbio cairia no máximo a R$ 3,30, dizem analistas. A não ser que aumente o fluxo de investimentos.

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