Curitiba A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) comprou os ativos da Bolsa de Valores do Paraná (BVPr) e, a partir da próxima semana, assume todas as funções que até então eram de responsabilidade da bolsa paranaense. Na prática, a extinção da instituição, existente há 57 anos, não representa mudanças para seus clientes, uma vez que os pregões já estão centralizados na Bovespa há cinco anos.
Com o negócio, a Bovespa passa a ser proprietária dos imóveis que sediam a bolsa do Paraná. Os três andares do Edifício Atalaia, localizado na rua Marechal Deodoro, 433, no centro de Curitiba foram adquiridos por R$ 1,4 milhão pela instituição paulista. O valor será dividido entre as 12 corretoras-membros da bolsa do Paraná.
Segundo o presidente da BVPr, José Eduardo Alves Ferreira, há cinco anos a instituição assinou um convênio com a Bovespa, centralizando os pregões em São Paulo. ''O resultado foi bom e produtivo para as corretoras paranaenses, e representou uma racionalização de custos para a bolsa do Paraná'', afirmou.
Com o fim do convênio, no entanto, a BVPr se viu diante de suas opções: renovar o convênio ou vender seus ativos e entrar em processo de dissolução, em proceso semelhante à extinção de qualquer empresa. Por motivos financeiros, a instituição decidou pela segunda opção. ''Há uma tendência mundial de centralização dos pregões em grandes centros, e isso não prejudica em nada os investidores paranaenses'', afirma.
De acordo com o assessor de Relações Institucionais da Bovespa, José Roberto Mubarak, atualmente 1,5% dos negócios fechados na Bovespa envolvem investidores do Paraná. Apesar dos pregões não sofrerem mudanças, ele afirma que há expectativa de maior adesão de empresas no mercado de ações.
Com a venda da bolsa paranaense, a Bovespa passa a assumir as atividades que são feitas na sede da entidade, como o fomento e divulgação do mercado, e realização de palestras sobre investimentos em ações.
Alta Em passagem pelos Estados Unidos nesta semana, o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano, disse que a alta da Bovespa nos últimos meses não foi resultado de uma bolha especulativa, mas sim fruto do crescimento ancorado em novas emissões de ações. Segundo dados apresentados por ele, a Bovespa passou do 19º lugar para o 9º lugar no ranking mundial de valores negociados com novas emissões primárias e secundárias.(Com Folhapress)

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