A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou 99 com uma alta razoavelmente expressiva, de 2,31%. O minipacote fiscal anunciado na quinta, se não chegou a ser recebido com entusiasmo pelo mercado, foi ao menos visto como uma demonstração de que o governo fará o possível para cumprir as metas acertadas com o FMI. A Bolsa do Rio também subiu: fechou em alta de 1,4%.
Segundo operadores, a alta de ontem do Índice Bovespa (IBovespa) não indica nenhuma tendência, já que o volume negociado continua muito baixo. No mercado paulista, trocaram de mãos apenas R$ 199,686 milhões, confirmando a cautela dos investidores em relação às Bolsas.
Outros analistas lembraram que, como o IBovespa caiu 21,40% em dezembro, é natural uma pequena recuperação das cotações. Para os próximos pregões, a atenção do mercado estará voltada para o Congresso, que discute as medidas de ajuste fiscal. O principal destaque é a emenda da CPMF. O entra-e-sai de dólares do País também será importante para os rumos das Bolsas no começo de 99.
O bom desempenho de algumas Bolsas européias, refletindo o otimismo em relação às perspectivas do euro, também contribuiu para a alta dos mercados brasileiros, ontem. As ações induistriais da Bolsa de Valores de Nova York encerraram o primeiro pregão do ano com alta de 0,03%, em uma sessão volátil que viu os títulos tecnológicos estabelecerem recordes.
Neste mês, o mercado vai acompanhar com atenção a tramitação das emendas do ajuste fiscal no Congresso, em especial da que prorroga a vigência e aumenta a alíquota da CPMF. O fluxo cambial também será decisivo para o mercado no começo do ano. Até as 18h30, a saída de dólares era de US$ 110 milhões, dos quais US$ 65 milhões pelo câmbio comercial e US$ 45 milhões pelo flutuante.

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