Bovespa cai e dólar sobe, na véspera da Selic
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
Folhapress 
São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com forte queda ontem, véspera do anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros. O principal índice da Bolsa paulista caiu 1,74% e marcou 24.089 pontos. O volume financeiro somou R$ 1,3 bilhão, abaixo da média de dezembro (1,5 bilhão).
A expectativa dos investidores é de uma nova alta da taxa Selic, a quinta consecutiva, hoje fixada em 17,75% ao ano. Em tese, uma alta de juro favorece as aplicações de renda fixa, em detrimento do investimento em ações. Além disso, o aumento do custo do crédito inibe o consumo, a produção e a geração de emprego, criando um ambiente negativo para os lucros das companhias.
Apesar da queda das ações onte, houve exceções. A ação da Embraer subiu 4,64% e teve a maior alta do dia, fechando a R$ 20,51. O papel reagiu ao anúncio de que a empresa superou a meta de entregas no ano passado. Ontem à noite, a companhia informou que 148 aviões foram entregues em 2004, sendo 42 no último trimestre do ano. A meta era entregar 145 aeronaves.
Ontem, o dólar subiu 0,66% e fechou vendido a R$ 2,719. Com isso, a moeda americana se aproximou da cotação média prevista pelo mercado financeiro para o final deste mês (R$ 2,73).
Apesar da subida da cotação, o dólar ainda está distante da reivindicada pelos exportadores (R$ 3). Eles argumentam que o dólar abaixo desse patamar pode deixar o produto brasileiro caro no exterior, prejudicando as exportações. Por outro lado, a moeda abaixo de R$ 3 favorece a importação de matérias-primas e bens de capital, como máquinas e equipamentos, o que ajuda a conter a inflação.


