Bovespa cai e dólar se aproxima de R$ 2,10
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quinta-feira, 08 de fevereiro de 2007
Denyse Godoy<br>Agência Estado 
São Paulo - Com um movimento de realização de lucros após ensaiar, ontem, um novo recorde, a Bovespa teve um dia de queda. Fechou em baixa de 1,68%, aos 44.587 pontos, com giro de R$ 4,409 bilhões. A Bolsa brasileira até tentou subir pela manhã, atingindo o patamar máximo de 45.425 pontos, mas logo mudou de tendência.
As principais Bolsas européias fecharam em alta e em Wall Street o clima também estava positivo. No final do dia, a Bolsa de Nova York recuava 0,17%, para 12.645,32 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) tinha alta de 0,57%, aos 2.485,62 pontos.
O Departamento do Trabalho americano informou que a produtividade do trabalhador cresceu 3% no quarto trimestre do ano passado, quando as projeções dos economistas eram de uma elevação entre 1,5% e 2%. Os custos por posto de trabalho subiram a uma taxa anual de 1,7%, um pouco abaixo das expectativas de 2,3%. Tais números ajudam a afastar os temores de uma forte desaceleração da atividade americana, o que os investidores temiam.
CâmbioAo desafio lançado pelo dólar comercial, que chegou a cair até R$ 2,077 ontem, o Banco Central respondeu aumentando sua atuação. Assim, a moeda subiu 0,33%, para R$ 2,093.
A perspectiva de manutenção dos juros dos EUA em 5,25% ao ano ao longo do primeiro semestre e de redução do ritmo de corte da taxa Selic no Brasil são os principais motivos para a recente trajetória de queda da moeda.
Como o país oferece elevados rendimentos e está mais seguro --o risco estava em 181 pontos, com elevação de 0,55%--, atrai os grandes investidores internacionais para aplicações financeiras. O dinheiro que eles trazem inunda o mercado, forçando a baixa das cotações.
Analistas dizem que a moeda pode buscar o patamar de R$ 2 se o BC não intensificar sua interferência --e há fortes pressões dentro e fora do governo para que o faça.
Ontem, o ministro da Fazenda Guido Mantega desfez rumores que circularam no mercado financeiro de demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. ''Este boato não tem fundamento''.


