São Paulo - O mercado brasileiro de ações quebrou ontem mais um recorde histórico, consolidando-se como o melhor investimento de 2003, depois de três anos de perdas. Criado em janeiro de 68, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem no maior nível de sua história, com uma alta de 1,23%, aos 18.985 pontos, acumulando ganhos de 68,4% no ano e de 1,6% na semana.
Na véspera, o Ibovespa - que reúne as 54 ações mais negociadas do pregão - chegou a superar o recorde anterior de 18.951 pontos, atingido em 27 de março de 2000, mas não teve fôlego para se sustentar acima desse patamar. Ontem, a arrancada das ações da Petrobras e do setor de siderurgia foi suficiente para um dia positivo. No entanto, o índice não conseguiu encerrar acima dos 19 mil pontos.
O pregão foi movimentado. Os negócios giraram R$ 1,06 bilhão. Como segunda-feira é dia de vencimento dos contratos de opções, as instituições financeiras ajustaram suas posições. Principal alvo desse segmento da Bolsa, a ação PN (preferencial, sem direito a voto) da Telemar terminou a semana acima dos R$ 40, com alta de 0,47%, a R$ 40,20, aumentando a chance de exercício das opções de compra por R$ 38 e R$ 40.
A ação PN da Petrobras subiu 2,14%, a R$ 68,70. Ontem à noite, a estatal divulgou um lucro recorde de R$ 14,77 bilhões obtido nos nove primeiros meses deste ano. A expectativa de volta do dólar ao patamar de R$ 3 contribuiu para a alta das ações das empresas exportadoras do setor de siderurgia. Acesita PN teve a maior valorização do dia (+6,7%, a R$ 1,42), seguida por Usiminas PNA (+6,3%, a R$ 26,80) e CSN ON (+4,4%, a R$ 128,98).
O Ibovespa pode alcançar 21.400 pontos nos próximos 12 meses. A previsão foi apontada por estudo divulgado quinta-feira pela consultoria Thomson Financial Brasil.A empresa calculou a média das projeções dos analistas de 19 corretoras e bancos de investimento nacionais e estrangeiros. De acordo com o levantamento, os papéis que apresentam o maior potencial de valorização são, pelo segundo mês consecutivo: Tractebel (92,1%), Brasil Telecom (85,8%) e Telecelular Sul (62,9%).

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