São Paulo O Ibovespa fechou ontem no maior nível desde 25 de abril do ano passado e bateu recorde em número de negócios (53.406 transações), com um volume financeiro de R$ 1,090 bilhão. O índice paulista -que reúne as 54 ações mais negociadas - finalizou em alta de 2,26%, somando 13.214 pontos. Com isso, acumulou ganhos de 3,1% na semana, de 5,2% no mês e de 17,2% no ano.
A euforia acompanhou o dia de ganhos em Wall Street onde o Dow Jones subiu 1,33% e a Nasdaq avançou 2,04% e a reação positiva a mais um recorde na valorização do principal título da dívida externa do País, após o sucesso do governo na rolagem de uma dívida cambial.
Desde 30 de abril de 2002, o Ibovespa não encerrava acima da barreira psicológica de 13.000 pontos. Analistas dizem que, se romper 13.270 pontos, o índice vai mirar o topo de 14.660 pontos. Os mais otimistas projetam o Ibovespa aos 17.000 pontos no fim do ano. Essa projeção considera expectativas positivas de aprovação das reformas tributária e da Previdência, ausência de choques externos e retomada do crescimento econômico com sucessivos cortes de juros e aquecimento da demanda global.
''A lua-de-mel do mercado com o governo Lula passou e virou casamento. Como toda relação, existe o risco de divórcio. Agora é olhar para o dia-a-dia da tramitação das reformas no Congresso'', diz o diretor da corretora Planner, Luiz Antonio Vaz das Neves. A ação preferencial da Telemar, a mais negociada do dia, subiu 5,36%, a R$ 34,19, enquanto a Petrobras PN avançou 2,67%, para R$ 52,49.
Expectativas positivas também em relação aos balanços previstos para serem anunciados na próxima semana animaram a Bovespa. Na próxima quinta-feira, a Petrobras divulga o resultado financeiro do primeiro trimestre. Analistas esperam um lucro recorde.
A analista do BES Securities, Mônica Araújo, projeta um lucro de R$ 4 bilhões para Petrobras. Isso representaria um aumento de 170% em relação ao resultado de igual período do ano passado.
Para justificar essa previsão, a analista cita o aumento das exportações da estatal, o impacto positivo da queda do dólar na dívida da companhia e a redução das importações, já que o consumo de combustíveis e derivados caiu no País.

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