São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já acumula perdas de quase 40% (37,2%) no ano com os sucessivos tombos dos últimos dias. Ontem, nem a ação conjunta dos seis principais bancos centrais do planeta conseguiu segurar a retração das Bolsas americanas, o que fez a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) desabar. O câmbio disparou e bateu a cotação de R$ 2,31, maior cotação desde maio de 2006.
  ‘‘O mercado está muito nervoso e trabalhando no escuro. O investidor parece que perdeu até a vontade de ganhar dinheiro’’, comenta Fábio Prandini, operador da corretora Elite, numa síntese do espírito predominante entre os participantes da Bolsa de Valores.
  O ‘‘termômetro’’ desse mercado, o índice Ibovespa, caiu 4,66% e alcançou os 40.139 pontos, o seu nível mais baixo desde 1 de novembro de 2006. O giro financeiro foi de R$ 5,26 bilhões.
  No epicentro da crise, a Bolsa de Nova York teve forte queda de 5,11%. Em geral, a variação do índice Dow Jones costuma ser menos ampla que o Ibovespa. A ‘‘inversão’’ de ontem aponta para investidores sem disposição de correr riscos e voltar às compras.
  ‘‘Ninguém sabe realmente qual o tamanho das perdas (dos bancos) com os créditos ‘subprimes’. Enquanto continuar assim, o mercado continua complicado’’, diz o operador da Elite. ‘‘E muita gente tem comentado que os efeitos das principais atitudes já tomadas pelos governos (dos EUA e da Europa) só começam a fazer efeito a partir da segunda metade de novembro’’, acrescenta.
  As Bolsas européias ainda conseguiram encerrar os negócios de ontem com altas modestas, a exemplo de Londres (0,34%) e Paris (0,54%), mas com exceção de Frankfurt (declínio de 1,12%).

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