Bovespa acumula baixa de 2,1%
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sexta-feira, 25 de abril de 2003
Sérgio Ripardo<br> Agência Folha 
São Paulo - A Bovespa acumulou queda de 2,1% nesta semana curta, de quatro pregões, marcada pela manutenção dos juros em 26,5% ao ano, o que inibe o crescimento da economia e as perspectivas de ganhos das companhias.
Ontem, o principal índice da Bolsa paulista encerrou estável - uma ligeira variação positiva de 0,04%, aos 12.126 pontos. No mês e no ano, ainda acumula ganhos de 7,5%. O volume financeiro somou R$ 568,6 milhões, abaixo do registrado quinta-feira (R$ 716,6 milhões) e da média do ano (R$ 870 milhões).
''A Bolsa reflete o resultado das empresas. Com juros elevados, o País não cresce, não gera poupança nem atrai investimentos'', diz o membro do conselho da Bovespa, João Carlos de Magalhães Lanza, da corretora mineira Mundivest.
Sem fortes motivos para alimentar o otimismo, os investidores preferiram descontar os preços das ações, vendendo papéis que subiram muito e colocando no bolso os ganhos com a diferença nos preços.
Nem o dólar negociado por alguns minutos abaixo de R$ 3 por dois dias seguidos (quarta e quinta) serviu de motor para impulsionar a Bolsa paulista. A queda da moeda americana tem um efeito negativo para o mercado de ações. Os papéis, em dólar, ficam mais caros para os investidores estrangeiros. ''Há a expectativa de uma um recuo da inflação nos próximos meses, o que abriria espaço para um corte dos juros, o que deve favorecer a Bolsa'', diz Lanza.
Ontem, a maior queda do Ibovespa foi da ação da Tractebel. Perdeu 4,6%, a R$ 4,67. O papel devolve os ganhos, após registrar a maior alta na semana passada devido a boatos de fechamento de capital. Mais negociada do mercado, a ação preferencial da Telemar finalizou em queda de 0,33%, a R$ 29,60.


