Curitiba O preço do botijão de gás de 13 quilos superou a barreira dos R$ 30,00 em Curitiba. Com o novo aumento de 9,5% anunciado pela Petrobras na sexta-feira, o produto foi vendido por até R$ 33,00 ontem. Para evitar o reajuste, muitos consumidores da Capital correram às distribuidoras no sábado, comprando pelo valor antigo. Mas um novo aumento pode ocorrer a qualquer momento, já que a Petrobras informou que está com defasagem de 15% no valor do GLP e vai repassar esse percentual para o mercado até o final do ano.
A Petrobras estimava que o aumento repassado ao consumidor seria inferior ao que foi imposto às distribuidoras. Mas o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha (Sindigás), Stelios Chomatas, disse que o setor não tinha como absover a alta nos custos. Ele disse que o aumento do diesel, valendo também a partir de ontem, impacta muito na composição de preço. ''Basta imaginar uma distribuidora que gastava R$ 10 mil por mês com transporte e que agora gasta R$ 11 mil'', exemplificou.
Chomatas disse que deve ocorrer um nivelamento de preços nos próximos dias. ''Quem estiver com preço alto e não conseguir vender vai ter que baixar, mas vai levar alguns dias, já que hoje (ontem) as vendas estavam paradas'', informou. Segundo ele, o movimento no sábado passado foi o equivalente a de cinco dias de comercialização.
Os novos aumentos no preço do GLP dependem do comércio internacional do produto, relatou Chomatas. ''Atualmente o hemisfério Norte está comprando gás, para a entrada do inverno. Mais para o final do ano, quando o fornecimento estiver decidido, a pressão de preços deve ser menor'', explicou. O Brasil importa cerca de 30% do volume consumido.
Combustíveis O aumento no diesel na bomba chegou a R$ 0,10 o litro ontem em Curitiba e podia ser encontrado por R$ 1,30, em média. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, criticou a Petrobras por praticar preços tão altos para o diesel e fazer propaganda de redução de 1,6% no preço da gasolina, que na prática não ocorreu. ''A alta do diesel foi uma pancada, principalmente porque todo o transporte no Brasil é a base do diesel'', disse. Segundo ele, o reajuste do álcool anidro, que é misturado à gasolina, anulou a queda de preço do combustível.
Londrina O diesel também amanheceu com preço reajustado na grande maioria dos postos de combustíveis de Londrina. Os preços encontrados pela reportagem da Folha em alguns estabelecimentos ontem variavam de R$ 1,28 a R$ 1,36 o litro. O reajuste nas bombas foi de cerca de 7%. (Colaborou Benê Bianchi)

mockup