Botijão de gás subiu 57% no ano
O presidente do Sindicato Nacional das Distribuidoras de gás de cozinha (Sindigás), José Carlos Guimarães, afirmou que o repasse do reajuste sobre preço do gás de cozinha para o consumidor será imediato a partir da próxima segunda-feira. ''Vamos repassar o reajuste na tentativa da repor a elevação dos custos'', disse. Segundo ele, o repasse ainda não deve eliminar a diferença existente entre o preço do produto no mercado doméstico e os preços internacionais.
A Petrobras anunciou dois aumentos para o gás liquefeito de petróleo (GLP), usado para encher os botijões, que acumula alta para o consumidor de 57%. O produto destinado ao consumo industrial e comercial terá um aumento menor, de 6,7%, na tentativa de equalizar o preço do combustível para os dois usos, diferenciado desde a redução do preço do botijão por determinação do governo.
A diferença entre o preço do GLP para diferentes usos vêm provocando distorções no mercado, já que usuários do gás comercial vêm migrando, irregularmente, para o botijão. ''Do ponto de vista de segurança, isso é proibido. Além disso, a empresa está usando, com outro fim, um gás subsidiado pelo governo para ser usado em residências'', reclamou um executivo de distribuidora de gás.
Assim como a gasolina, o querosene de aviação teve seu preço reduzido no mês passado, em 14,4%. Na época, as companhias aéreas não promoveram nenhuma redução nos preços das passagens, que vinham acompanhando todas as altas no preço do combustível desde o início do ano. Ontem, o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) não foi encontrado para comentar se haverá novo aumento nas tarifas. A TAM, por exemplo, informou que ainda não há nada definido.





