Botijão consome 12,5% do salário mínimo
Se o aumento do preço do gás de cozinha se concretizar, a partir de segunda-feira o consumidor londrinense vai pagar entre R$ 31,50 e R$ 32,00 pelo botijão de 13 kg, ou 12,5% de um salário mínimo, de R$ 240,00. A alta contraria uma recomendação do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) quanto às metas inflacionárias para 2003. Segundo o BC, o gás poderia subir, até o final do ano, entre 5% e 6%. A alta do produto em R$ 2,50 representa, de uma só vez, inflacionamento de 8,6%.
As últimas grandes altas registradas no preço do gás de cozinha foram em outubro, novembro e dezembro de 2002, todas determinadas pelo Governo Federal, através da ANP e da Petrobras. E apesar de o preço ter alcançado relativa estabilidade depois dos aumentos do final do ano passado, as demais altas, que elevaram o preço do gás em até 20%, foram todas determinadas pelas distribuidoras e revendedoras.
Dados disponíveis no site da ANP (www.anp.gov.br) contrariam as informações passadas à Folha pelo presidente da Angas, Demétrio Augusto. Segundo o presidente da entidade, os impostos são os principais responsáveis pelo encarecimento do gás. Porém, segundo o site, o último aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o produto foi em outubro de 2002. Hoje, o preço do gás de cozinha é composto por cerca de 50% de custos de produção, 12,5% de ICMS, 25% de margem bruta dos distribuidores e 12,5% de margem bruta de revendedores.





