A área de cosméticos alavancou este ano o desempenho do Boticário, o maior grupo nacional do setor. O faturamento deste setor aumentou 20% em relação a 1995, enquanto a renda global da rede, incluindo perfumaria, cresceu 10%. Apostando no potencial deste segmento, a empresa planeja para o ano que vem o lançamento de uma nova linha de cosméticos.
Este ano foi lançada a linha de maquiagem para todas as etnias, com batons, sombras e blushes para negras, orientais e caucasianas. A intenção da direção é elevar a participação dos cosméticos de 35% para 40% no faturamento geral do grupo.
A fábrica do Boticário deve fechar o ano com faturamento de R$ 140 milhões, informa o vice-presidente do grupo, Bernardo Fedalto. Nas lojas O Boticário, o faturamento deve chegar aos R$ 400 milhões. O grupo tem a maior rede de pontos de venda de cosméticos e perfumaria do País, com 1.412 lojas espalhadas pelo território nacional e exterior (Portugal e Espanha). Quase todas são franquias, com exceção apenas das 15 lojas de Curitiba.
Fedalto diz que a entrada das classes C e D no mercado consumidor de cosméticos foi fundamental para impulsionar as vendas do setor. ‘‘Antes, este pessoal quase não tinha poder aquisitivo para este tipo de produto, o que mudou após o Plano Real’’, revela.
Ele atribui parte do crescimento do mercado também aos homens. ‘‘Hoje é comum ver homens usando pelo menos um hidratante para a pele’’, afirma. Ele descarta por enquanto a utilização de um marketing voltado diretamente para este público: ‘‘Ainda é cedo para eles’’.
Outro estímulo ao desempenho favorável do setor de cosméticos no País, segundo o vice-presidente do grupo O Boticário, foi a redução da carga tributária sobre os produtos no setor industrial, com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de 77% para 40% em 1993.

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