Curitiba - A Bosch, empresa localizada na Cidade Industrial de Curitiba, vai demitir 400 funcionários. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba está buscando uma forma de amenizar a situação, já que a companhia não pretende voltar atrás na decisão de cortar trabalhadores do quadro funcional. Os empregados querem dois salários-base para quem tem até 15 anos de empresa, 2,5 salários-base para quem tem até 20 anos e três salários para quem atua na fábrica há mais de 20 anos.
A proposta que a Bosch apresentou ao sindicato foi um salário para trabalhadores com até dez anos de casa, dois salários para dez a 20 anos e 10% do salário por ano trabalhado para quem possui mais de 20 anos de casa. Ontem, os funcionários rejeitaram a proposta apresentada pela empresa. Segundo o secretário geral do sindicato, Jamil Dávila, paralisações não estão descartadas caso a empresa demita antes da próxima terça-feira, prazo máximo para que a companhia se manifeste novamente.
As principais justificativas da empresa para as demissões são a crise europeia, a adaptação ao novo motor Euro 5, que tem baixo índice de poluentes, e a retração no mercado de motores a diesel no País. Segundo informações da companhia, houve diminuição dos pedidos de clientes no segmento de veículos comerciais no mercado doméstico e nas exportações de equipamentos originais automotivos e do mercado de reposição. A empresa esclareceu que tomou várias medidas anteriormente, mas que é necessário adotar novas soluções para adequar o negócio à realidade atual do mercado. A Bosch esclareceu que está analisando a contraproposta do sindicato.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a empresa já demitiu 500 trabalhadores entre janeiro e agosto que, segundo Dávila, eram contratos por prazo determinado. Em julho de 2009, a empresa também demitiu 826 trabalhadores. A fábrica da Bosch tem 3,6 mil trabalhadores e produz bombas injetoras para sistemas a diesel. A empresa possui mais três plantas no Brasil, duas em Campinas (SP) e uma em Aratu (BA).

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