Bosch investe US$ 24 mi na unidade de Curitiba
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sexta-feira, 04 de dezembro de 1998
Pedro Ribeiro 
O diretor-geral da empresa Robert Bosch Ltda, na América do Sul, Dieter Schnabel, revelou ontem, em Curitiba, que a empresa registrou uma queda de 8% no faturamento anual de US$ 1,3 bilhão, resultado da desaceleração mundial da economia. Ao comemorar os 20 anos da instalação da unidade na Cidade Industrial de Curitiba, o executivo do Grupo Bosch anunciou investimentos de US$ 24 milhões, a serem canalizados na aquisição de novos equipamentos para aumento da capacidade de produção de bicos injetores, em infra-estrutura técnica e qualificação profissional.
Os investimentos, segundo Schnabel, mostram que apesar da conjuntura econômica desfavorável, a empresa acredita no potencial do Brasil e América do Sul, além da demanda de novos produtos na Europa e Estados Unidos. Estamos nos preparando tecnologicamente para enfrentar um mercado bastante competitivo e pela perspectiva de crescimento da produção de veículos no âmbito do Mercosul, observou. Em 1997, foram produzidos 2,3 milhões de veículos no Mercosul e esse volume caiu para 1,8 milhão em 1998. Apesar da queda, a tendência é de crescimento, principalmente com o pólo automotivo paranaense.
O volume de produção da Bosch em Curitiba envolve cerca de US$ 300 milhões por ano. Desse total, 55% da produção são exportados para a Europa e Estados Unidos. Concentrando toda sua produção da Divisão Diesel no Brasil, a fábrica de Curitiba é uma importante unidade do Grupo Bosch no Brasil, produzindo para o mercado interno e para exportação. Há ainda o crescente aporte de novas tecnologias, como a injeção Diesel controlada eletronicamente, atualmente em fase de implantação de produção, que está entre as mais recentes novidades tecnológicas do setor automotivo em todo o mundo.
A indústria da Cidade Industrial é a maior empregadora da cidade, com mais de 3,3 mil funcionários. A queda no faturamento já levou a empresa a demitir 250 colaboradores e inicia, neste mês, um processo escalonado de férias coletivas de três a quatro semanas. Edson Grottoli, diretor administrativo da empresa, não descarta a possibilidade de novas demissões. No Brasil, são 10 mil funcionários e já houve demissão de 1.000 trabalhadores este ano. A empresa empresa está antecipando programa de férias coletivas até o ano 2 mil.


