Curitiba - A indústria de alimentação, principal fornecedor dos supermercados e que tem batalhado para repassar as altas nos custos de produção, deve fechar o ano de 2002 com números excepcionais. De janeiro a novembro do ano passado, a produção do setor já era 5,97% superior ao de 2001, que já havia sido um bom ano. As vendas industriais no período aumentaram 10%, e a taxa de emprego, 7,58%.
Essa boa fase foi sentida principalmente pelas grandes indústrias. De acordo com o levantamento, divulgado ontem pelo Dieese em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação no Paraná, entre dezembro de 2001 e novembro de 2002, foram fechadas 425 indústrias do setor no Estado, uma queda de 5,8%. Atualmente existem 7.245 plantas.
Mesmo assim, foram criadas vagas. ''As grandes indústrias se beneficiaram mais'', afirmou o economista do Dieese, Cid Cordeiro. A Associação de Fornecedores dos Supermercados do Paraná (Assossuper) defende que o comércio varejista compre mais das pequenas e médias indústrias paranaenses, como forma de irradiar mais emprego e renda no Estado.

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