O presidente do Sindicato da Indústria de Adubos, Benedito Ferreira, atribui essa corrida às compras fora de hora não apenas ao risco cambial, mas também aos preços favoráveis que ampliaram safrinha. De janeiro a abril, a indústria de fertilizantes entregou 3,8 milhões de toneladas, ante 3,1 milhões no mesmo período de 2001.
‘‘Neste ano, a safrinha virou uma safrona’’, observa o diretor de Relações com o Mercado da Fosfertil Ultrafertil, Luiz Antonio Bonagura. Ele destaca entre os motivos para a antecipação de compras as cotações atrativas da soja e o fato de os agricultores estarem aproveitando o frete de retorno das vendas do grão para adquirir antecipadamente o adubo. O executivo pondera que o risco de conjuntural de aumento da cotação do dólar em relação ao real é outro fator que está influenciado os negócios.
Na Fosfertil Ultrafertil, que revende insumos intermediários para as misturadoras de adubos, Bonagura diz que foi detectado uma antecipação de compras, porém numa proporção menor do que no varejo. Em abril, houve uma acréscimo de 20% nas entregas realizadas no mercado ante o mesmo mês de 2001.
A Adubos Trevo, que entregou no primeiro trimestre 170 mil toneladas do produto, ante 100 mil toneladas no mesmo período de 2001, ampliou as vendas porque adquiriu duas fábricas. Nos cálculos de Franchetti, desse volume, 20 mil toneladas podem ser consideradas como uma antecipação de compras.

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