Curitiba- Os brinquedos preferidos pelas crianças são bonecas e bichos de pelúcia (35%), eletrônicos (18%), jogos (17%), bolas (15%) e carrinhos (15%), segundo levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). Com exceção dos eletrônicos, o gosto de meninas e meninos ainda recai nos brinquedos mais tradicionais.
A psicopedagoga Isabel Parolin disse que apesar de as crianças preferirem estes tipos de brinquedos, têm dedicado pouco tempo para brincar. ''As crianças gastam, em média, 4 horas por dia com televisão e jogos eletrônicos'', disse.
Segundo ela, brinquedos como bonecas, bolas, carrinhos, jogos com regras (tabuleiro, dominó, dama, Banco Imobiliário) fazem a criança pensar, interagir e compreender o mundo. ''Não sou contra a televisão e os jogos eletrônicos mas, as coisas têm que ter uma medida. A criança precisa brincar, jogar bola e ter acesso a jogos que favoreçam relacionar-se com outras pessoas'', destacou.
Ela sugere aos pais que propiciem momentos de jogos e também para que os filhos possam confeccionar os próprios brinquedos. ''Os pais estão muito atarefados e têm tido pouco sossego para poder brincar com os seus filhos'', disse. Isabel recomenda que sejam colocadas regras para a televisão. ''Muitas crianças não conseguem sair da cama de manhã porque ficam até tarde assistindo televisão'', justificou.
Lançamentos - No final de abril, o setor realizou a 24 edição da Abrin - Feira de Brinquedos, em São Paulo. Com base no que foi apresentado nesta feira, os principais lançamentos do ano e as grandes apostas dos fabricantes são produtos licenciados e eletrônicos.
De acordo com os organizadores da Abrin, hoje 80% das vendas de brinquedos estão ligadas a personagens. Este ano, os destaques ficam por conta dos principais lançamentos do cinema como Homem Aranha, Shrek e Piratas do Caribe. O investimento em produtos eletrônicos é uma forma que a indústria encontrou para agregar valor ao produto e fazer frente à concorrência estrangeira. Na feira foram apresentados carros, motos, aviões e helicópteros radiocontrolados, robôs e outros bonecos que interagem com a criança por meio de sensores.
Vendas - A indústria brasileira de brinquedos pretende vender 4% a mais neste ano e aumentar o faturamento do setor, que no ano passado atingiu R$ 1 bilhão. Em 2006, os fabricantes de brinquedos produziram 4% a mais em volume, o que ajudou a compensar a queda de 3,5% no preço médio registrado pela Fipe de 2005 para 2006 e garantiu mais competitividade aos produtos brasileiros. Em 2005, o setor registrou faturamento de R$ 950 milhões.
O segundo semestre é a época mais lucrativa do ano para o setor de brinquedos, em função das datas comemorativas como Dia dos Namorados, Dia das Crianças e Natal, que representam, respectivamente, 5%, 40% e 30% das vendas.
O mercado de brinquedos reúne 317 indústrias, que geram 23,6 mil empregos diretos para suprir um mercado estimado de 35 milhões de consumidores de zero a 14 anos.

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