A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (ABIT) divulgou nesta semana um grande avanço para o combate a entrada de bonés ilegais chineses no Brasil. A partir de agora todo boné importado que entrar no país terá que ter um preço mínimo de -em média-US$ 1. A notícia foi dada durante reunião do Comitê Setorial de Bonés e Brindes, na sede da ABIT, em São Paulo.
Essa medida foi possível graças à solicitação da ABIT junto a Receita Federal. Portanto, toda importação de bonés efetuada hoje deverá obter a licença antes do embarque, com um valor mínimo de registro de US$ 12 por quilo (em média US$ 1 por boné).
Segundo o coordenador do grupo de Mercado e Imagem, do APL Bonés de Apucarana, Cleverson Silva, fixar um preço mínimo para o boné chinês ajudará a minimizar a concorrência ilegal. ''A ABIT, o APL, a Anibb e a Prefeitura de Apucarana têm somado forças para conseguir medidas como essas, que beneficiem o setor como um todo'', ressalta Cleverson.
Para efeito de comparação, o valor médio das importações chinesas de bonés em 2007, foi de US$ 4,52 por quilo. Ou seja, média de US$ 0,377 por boné. Em virtude deste subfaturamento, era muito difícil recolher os valores corretos referentes à nacionalização. ''Isso gera um grande prejuízo à economia nacional, pela sonegação de impostos, e prejudica pólos como o de Apucarana, que é responsável por mais de 60% de todo o boné produzido no Brasil"'', diz Cleverson.
O presidente da Associação das Indústrias de Bonés, Brindes, Camisetas e Similares (Anibb), Valdenilson Vado da Costa, explica que era difícil para o setor medir a quantidade de peças que entravam no país. Agora, será possível saber até pelos registros nos portos.

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