Boné com abridor de bebidas é a novidade que vem de Apucarana
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
O boné já começa a ter um fim utilitário para seus usuários: um abridor de garrafas. O acessório, antes utilizado para fins esportivos e promocionais, já faz parte do vestuário masculino e, dependendo do modelo, até feminino. A novidade de ter na aba do boné um abridor de garrafas vem de Apucarana, da empresa Milano Itália. A ideia é inédita e o empresário Jayme Leonel tratou de patentear o produto. ''Para quem gosta de tomar cerveja é uma mão na roda'', diz, entre risos.
Leonel faz questão de lembrar que a ideia é de seu sócio, Marcelo Gabardo. ''Foi algo parecido que vi na feira de sapatos em Franca'', conta Gabardo, ao explicar que o abridor ficava no sapato. ''Achei anti-higiênico esta história de o abridor ficar na sola do sapato. Daí para o boné foi um pulo, o abridor está fácil na aba do boné e num lugar ideal'', comenta.
A empresa de Apucarana ficou mundialmente conhecida pelo fornecimento de bonés a toda delegação brasileira nas Olímpiadas de Pequim. Leonel, que também é presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Apucarana (Sivale), fala que a ousadia e a criatividade são fatores essenciais para o mercado de bonés. O empresário é até cauteloso quando fala do novo boné para aficionados em cerveja. ''Colocamos uma tarja no boné, onde se lê: Se beber não dirija'', conta, ao explicar que a empresa também tem preocupação social no lançamento da ideia.
Segundo ele, a empresa cria cerca de 30 a 40 modelos promocionais por dia, recebendo um brifieng (resumo) dos clientes e, a partir destas informações os modelos são elaborados. ''O boné para cerveja fomos nós que criamos, não sendo pedido de cliente'', ressalva. Leonel explica que são feitas pesquisas de tintas, tecidos e modos de costuras para atender às exigências de cada cliente. Para esta empreitada, o empresário diz que conta com um grupo de estilistas e pesquisadores de mercado.
Números
Em Apucarana existem 650 empresas na cadeia produtiva do acessório e 120 fábricas que produzem cerca de 50 milhões de bonés por ano. O empresário destaca que o número é pequeno, se comparado ao tamanho da população brasileira. ''Temos muito que crescer ainda'', comemora. Como argumento, Leonel diz que a geração atual incorporou de vez o boné. O mercado, segundo ele, deverá crescer 10% este ano.


