São Paulo A empresa Bombril confirmou ontem por meio de nota ao mercado o interesse de sua controladora, a companhia de alimentos Cirio Finanziaria, em se desfazer do negócio no Brasil. O grupo já havia comentado a possibilidade de vender a Bombril. Mas agora a situação se agravou. Há dívidas altas 1,2 bilhão de euros até 2006 a serem pagas e os credores querem o dinheiro na mão.
''Achamos que isso não se resolverá tão cedo. Até porque a companhia precisa fechar o capital antes de ser vendida'', explica Cláudia Musto, diretora de relações com investidores da Bombril.
Na quarta-feira, a companhia italiana anunciou que venderá não só a Bombril, mas também o clube de futebol Lazio e a empresa Del Monte Pacific. O conselho do grupo decidiu se livrar de atividades que não sejam consideradas estratégicas.
O caso da venda da Bombril se arrasta há meses. A Cirio havia informado, em agosto, a pretensão de fechar o capital da Bombril até o final deste ano. Com isso, poderia achar um comprador.
Em maio de 2001, os controladores assumiram com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) um termo em que se comprometiam a fechar o capital e adquirir todas as ações que tinham como titulares do BNDESPar (empresa de participações do BNDES) e fundos de pensão.

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