Bombas de combustíveis são lacradas pelo Ipem
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de abril de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As bombas de combustíveis de Curitiba começaram a ter os seus totalizadores (dispositivo que controla a entrada e saída do combustível) lacrados pela Receita Estadual e pelo Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem). Essa ação faz parte do Projeto Combustível, lançado em 2003 pelos dois órgãos para coibir fraudes por partes dos postos de combustíveis. As cidades de Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel, Umuarama e de todo o litoral do Estado já tiveram as bombas lacradas. A operação vai atingir, em uma primeira fase, 70 postos de combustíveis localizados em rodovias ao redor da Capital.
De acordo com dados da Receita Estadual, o Estado possui 2,5 mil postos de combustíveis dos quais 700 já estão com suas bombas lacradas, sendo que só com essa parte das bombas lacradas a arrecadação de ICMS com combustíveis já aumentou em 4%. A intenção, segundo a Receita Estadual, não é só controlar a sonegação de impostos, como também impedir a concorrência desleal. Com o lacre, os proprietários de postos que precisarem mexer no totalizador por qualquer razão tem que pedir autorização à Receita Estadual sob pena de multas e até detenção, conforme determina a Lei 11.580/96.
A proprietária do posto do combustíveis Trevão, em Curitiba, onde o projeto foi lançado oficialmente na terça-feira, Elaine Konrath, diz apoiar a iniciativa ''porque essa é uma ajuda aos postos idôneos, que muitas vezes tem que concorrer com preços muito abaixo do normal por causa de fraudes.'' Elanie, que possui oito bombas de combustíveis em seu posto, diz que o lacre não influência em nada no funcionamento do equipamento e que não é preciso rompê-lo nem para reajustar os preços.
O Ipem é responsável pela parte mecânica das bombas de combustíveis, as quais também são lacradas e recebem aferições periódicas.


