Curitiba - O mercado nacional de shoppings pode comemorar o ano de 2010. Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), associação que representa o setor, aponta um aumento nas vendas que pode chegar a 15% no fim deste ano. E o total estimado para vendas pode chegar a R$ 87 bilhões.
A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) aponta que somente este ano 14 novos espaços de compras estão disponíveis aos consumidores em todo o Brasil. A promessa é de que no ano que vem 29 outros espaços estejam disponíveis aos lojistas e consumidores no ano de 2011.
A maioria dos malls está localizada no Sudeste, com 171 shoppings (58%). Os outros 55 estabelecimentos (19%) estão na região Sul, 37 no Nordeste (12%), 25 no Centro Oeste (8%) e nove deles na região Norte (3%). A maioria deles é tradicional (94%); destes, 43% são de pequeno porte e outros 23% são de médio porte. A menor parcela (6%) é de estabelecimentos especializados, outlets ou temáticos.
A pesquisa aponta ainda as classes que compõe os consumidores. Sendo a classe B predominante nos shoppings centers, com uma frequência média de 42% do total de visitantes. No entanto, a classe C tem destaque significativo quanto ao perfil dos frequentadores, com variação de 33% a 38% a depender da região do País.
O Paraná é o quinto Estado do País com maior número de shoppings, 26 no total. Os maiores, segundo a Abrasce, são o Catuaí, em Londrina, com 82 mil m2 de área bruta locável (ABL), seguido do Shopping Palladium, em Curitiba, com ABL de 68 mil m2 e o ParqueShoppingBarigui, também em Curitiba, que com a sua recente expansão chegou a 51 mil m2 de ABL.
O superintendente da Multiplan, administradora do ParqueShoppingBarigui, Eduardo Novaes dentre outros empreendimentos, comenta que somente a Multiplan administra 13 malls no Brasil. A empresa ainda tem cinco outras unidades em desenvolvimento e mais 37 expansões. Como a realizada no empreendimento de Curitiba.
A Abrasce estima que 57% dos shoppings centers têm planos de expansão atual para os próximos dois anos. O que acaba por atrair investimentos externos para o segmento. ''O cenário brasileiro é positivo para investimentos'', comenta Novaes.
Segundo o superintendente, o custo total das obras realizadas chegou a R$ 56 milhões. A estimativa de investimentos da empresa até 2012 é de R$ 1,4 bilhão entre expansões, lançamentos e investimentos em novos empreendimentos. Para Novaes, o setor teve um crescimento motivado pelo aumento da renda per capita do brasileiro e políticas de estímulo a economia.

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