Bom humor doméstico e piora global do dólar impulsionam real
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sexta-feira, 04 de janeiro de 2019
Agência Estado 
Dólar (desceu)
Juros Futuros (subiram)
Bom humor doméstico e piora global do dólar impulsionam real
Moeda americana rompe o patamar dos R$ 3,80
A onda de bom humor que favoreceu os ativos na quarta-feira (2) continuou a afetar o comportamento do dólar frente ao real nesta quinta (3). A moeda americana rompeu o patamar dos R$ 3,80 e fechou o dia cotada a R$ 3,7579, em queda de 1,23%. Além dos fatores domésticos - com expectativas positivas em relação a possíveis medidas econômicas do governo de Jair Bolsonaro -, a queda da divisa ante o real teve impulso na perda global de força do dólar. O diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior, afirmou que rompimento do patamar dos R$ 3,80 abre espaço para uma queda maior. "Abriu-se uma tendência, de forma que não é difícil o dólar cair mais R$ 0,05 a R$ 0,10."
Segundo dia de máximas históricas
Após passar a maior parte da sessão em baixa, o Ibovespa ganhou fôlego na reta final da sessão desta quinta à medida que as ações de Petrobras e bancos passaram a subir com força. O índice renovou máxima histórica de fechamento pelo segundo dia seguido, ainda influenciado pelo otimismo com o governo Bolsonaro, apesar do exterior negativo. O principal índice da bolsa fechou em alta de 0,61%, aos 91 564,25 pontos, após ter renovado mínimas e caído até 1,20% na etapa vespertina da sessão. O volume foi de R$ 20 bilhões. No início do pregão, e antes da abertura dos negócios em Wall Street, o Ibovespa ainda renovou a máxima histórica intraday ao alcançar 91.596,28 pontos.
Juros Futuros oscilam em ligeira alta
Depois de uma quarta-feira marcada pela queda em toda a curva, nesta quinta as taxas dos contratos de DI (Depósito Interfinanceiro) oscilaram em ligeira alta em boa parte do dia e terminaram a sessão próximas aos ajustes anteriores.Ao final da sessão estendida, o DI com vencimento em janeiro de 2020 teve taxa de 6,50%, ante 6,45% do ajuste de quarta. O contrato para janeiro de 2021 projetou 7,24%, ante 7,22% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de janeiro/23 ficou em 8,38%, de 8,39%. No contrato de janeiro de 2025, a taxa foi de 8,97% para 8,96%. A liquidez foi maior em relação à véspera e o DI de janeiro/21 teve 172.014 contratos negociados.
Queda do dólar não induz recuo das taxas
A nova queda do dólar, agora ao nível dos R$ 3,75, desta vez não induziu o recuo das taxas, uma vez que o espaço para redução de prêmios é reduzido, mesmo nos vencimentos mais longos, afirmam os profissionais do mercado. "O juro local vem de movimentos muito fortes, mas já chegamos a níveis bastante baixos, com poucos prêmios. O pré já não tem mais esse 'appeal', que agora creio que esteja nos mercados de ações e câmbio, que estavam atrasados", disse Maurício Patini, da Absolute Invest. Segundo ele, ainda haverá espaço para oportunidades nos juros, embora com intervalos menores, "a não ser que haja uma discussão grande sobre juro real", afirmou.


