Bolsonaro tuíta sobre reforma para acalmar os mercados
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quinta-feira, 07 de março de 2019
Agência Estado 
Dólar sobe
Juros caem
Ibovespa fecha com 0,13% de ganho, aos 94.340 pontos
O Índice Bovespa interrompeu nesta quinta-feira (7) uma sequência de quedas que se estendia por quatro pregões e terminou o dia com ganho tímido, de 0,13%, aos 94.340,17 pontos. O sinal positivo foi determinado na última hora de negociação, após a publicação de posts do presidente Jair Bolsonaro no Twitter, falando sobre a reforma da Previdência. Apesar da falta de novidades nos tuítes, profissionais do mercado afirmaram que o presidente acertou ao voltar a abordar o tema, após as inúmeras críticas a postagens recentes dele. Bolsonaro disse no Twitter nesta quinta-feira que a aprovação da reforma segue os padrões mundiais e combaterá os privilégios.
Pregão teve destaque para as ações dos bancos
Na análise por ações, o destaque do dia ficou com os papéis dos bancos, que se recuperaram ao longo da tarde e levaram o Ibovespa ao terreno positivo. Nesse grupo, a maior alta foi de Itaú Unibanco PN, com ganho de 1,38%. A exceção foi Banco do Brasil ON, que perdeu 0,34%. Vale ON, estrela do pregão da quarta-feira, subiu mais 1,69% e também contribuiu para a alta do índice. Já os papéis do setor elétrico tiveram baixa generalizada, com destaque para Eletrobras ON e PNB, que caíram mais de 5,8%. Segundo operadores, as quedas das estatais Banco do Brasil, Eletrobras e Petrobras ON (-0,88%) foram evidência de que a cautela com o cenário político segue firme.
Dólar sobe pelo quarto dia e fecha em R$ 3,8837
O dólar engatou a quarta alta consecutiva e subiu 1,28% para R$ 3,8837, a maior cotação desde 27 de dezembro (R$ 3,8895). Profissionais de câmbio ressaltam que novamente o exterior negativo foi o fator predominante para a valorização da moeda americana no mercado doméstico. O dólar teve mais um dia de fortalecimento na economia mundial, após decisão do BCE de reduzir as projeções de crescimento da zona do euro e adotar mais estímulos para tentar acelerar a expansão da atividade europeia. As mesas de câmbio seguem ainda monitorando a cena política em Brasília e os esforços do governo para avançar a reforma da Previdência, considerados até agora insuficientes pelos profissionais do mercado.
Juros: DI para janeiro de 2025 encerra em 8,86%
Os juros futuros oscilaram em torno dos ajustes anteriores durante a maior parte do dia, apesar do forte avanço do dólar, para encerrarem a sessão estendida em queda e nas mínimas em alguns contratos. No fechamento das 18h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a 6,465% (mínima), de 6,485% na quarta no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 também encerrou na mínima, de 7,15%, ante 7,192% do ajuste de quarta. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 8,352% para 8,32%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,86%, também na mínima, de 8,912% na quarta no ajuste.


