Brasília - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (23) que vai decidir sobre a gratuidade de bagagens em viagens de avião "aos 48 minutos do segundo tempo". Ele tem até 15 dias para sancionar total ou parcialmente o texto que trata do tema e abre 100% do setor aéreo brasileiro ao capital estrangeiro.

A medida provisória, convertida em lei na quarta pelo Congresso, foi apresentada pelo governo de Michel Temer e aprovada num momento em que a oferta de passagens aéreas no país pode diminuir com a decretação de falência da Avianca. Hoje, as empresas aéreas não são obrigadas a conceder de forma gratuita o direito ao despacho de malas.

A declaração de Bolsonaro foi feita durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, segundo participantes do evento. Estiveram presentes veículos como Globo News, Metrópoles e Radio Band News. A reportagem não foi convidada.

Segundo ele, embora tenha se declarado como liberal, se ele fosse seguir o coração optaria por sancionar o texto como foi aprovado pelo Congresso, mantendo a gratuidade. Há questionamentos do mercado sobre se esse ponto não impediria a entrada de empresas low cost -de baixo custo- no país.

O presidente disse ainda ter dado "sinal verde" para a privatização dos Correios. Questionado sobre quais estatais não pretende conceder à iniciativa privada, citou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Bolsonaro disse que conversará com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na próxima semana para modificar pontos da legislação sobre a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

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