Bolsas voltam a cair no mundo todo
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sábado, 10 de janeiro de 1998
Agência Estado Nova York 
Peter Parks/AFPOperadores na Bolsa de Hong Kong: índice Hang Seng caiu 3,88%O aprofundamento da crise asiática, com o avanço do risco de moratória dos pagamentos da dívida externa de Indonésia, Tailândia e Coréia do Sul, voltou ontem a derrubar as bolsas de valores dos principais mercados financeiros do mundo.
O receio de que a interrupção dos pagamentos aos maiores credores asiáticos deverá provocar um crash global de grandes proporções e levar a economia mundial a uma depressão semelhante à dos anos 30, levou milhões de investidores em todo o mundo - em busca de refúgio à erosão de suas aplicações - a desfazerem-se de papéis considerados vulneráveis, como as ações de empresas vinculadas à Ásia.
Em Wall Street, principal centro financeiro mundial, a média Dow Jones Industrial (DJI), que reúne as ações das 30 maiores corporações industriais americanas, retrocedeu 222,20 pontos (-2,85%), a quarta maior queda em pontos da história.
O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou em queda de 259,89 pontos (3,88%), em 8.894,64 pontos. Traders disseram que a manutenção da taxa de juro interbancário em nível elevado pressiona as ações.
Ao desabar, a bolsa nova-iorquina provocou um efeito dominó nas demais praças financeiras latino-americanas e, em sequência, caíram as bolsas da Cidade do México, com queda de 289,43 pontos (-5,98), Buenos Aires, com recuo de 37,48 (também -5,98) e São Paulo, onde o Ibovespa fechou com perdas de 5,58%, as maiores do Hemisfério.


