São Paulo - A bolsa americana evitou o pior ontem, quando Wall Street fechou em baixa de apenas 0,52%, depois de uma queda de mais de 5% durante a tarde, em meio a uma onda de liquidações, enquanto a Nasdaq conseguiu inclusive fechar em alta de 0,63%. O Dow Jones, principal indicador de Wall Street, retrocedeu 45,34 pontos, a 8.639,19 pontos, e o índice composto da bolsa eletrônica Nasdaq progrediu 8,70 pontos, a 1.382,20 pontos.
As bolsas européias fecharam com quedas recordes ontem com a preocupação de que novos escândalos contábeis se espalhem pelo mundo corporativo. Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 5,4%, o maior tombo desde 11 de setembro, dia dos ataques aos Estados Unidos. Com isso, rompeu o piso dos 4 mil pontos pela primeira vez desde dezembro de 1996, fechando a 3.994 pontos.
Em Frankfurt, o DAX despencou 5,28%. O indicador alemão foi pressionado pelo desempenho das ações da Deutsche Telekom, que caíram 15,16%, pois o mercado desaprovou o nome do novo presidente-executivo da empresa. Em Madri, o indicador Ibex-35 mergulhou 4,52%. A venda generalizada de ações, em decorrência das preocupações em torno do crescimento da economia mundial, levaram o índice espanhol ao nível mais baixo desde 16 de novembro de 1997.
Em Paris, o índice CAC-40 caiu 5,4%. O mercado francês foi afetado por persistentes preocupações com a consistência da contabilidade das companhias. Neste ano, a bolsa parisiense acumula perda de 28%.
Em Milão, o índice Mibtel encerrou com baixa de 3,9, com o setor bancário acumulando as maiores perdas. Em Lisboa, o índice PSI20 caiu 1,27%.

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