As Bolsas de Valores persistiram em queda, a terceira consecutiva. O mercado de ações continuou reagindo negativamente ao pronunciamento, anteontem, do presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, Alan Greenspan, no Congresso norte-americano. Embora sem ser taxativo em muitos pontos, Greenspan lançou dúvidas e alertas, algumas novas e outras nem tanto, em torno de alguns temas que colocaram a Bolsa de Valores de Nova York e, com ela, as demais de todo o mundo.
Na esteira da forte baixa da Bolsa nova-iorquina, as principais bolsas asiáticas recuaram arrastando também as européias, que assistiram ainda à continuidade de queda do mercado de Nova York ontem. A Bolsa de Tóquio, afetada também pela insatisfação dos investidores com o favoritismo de um candidato a primeiro-ministro que não agrada ao mercado, fechou com desvalorização de 1,59% a da Rússia recuou 6,64%. Entre as européias, a de Paris caiu 2,36% e a de Londres, 2,33%. A Bolsa de Nova York caiu 0,67%.
Foram as avaliações de Greenspan sobre a valorização das ações em Nova York a principal fonte de inquietação dos investidores. Pela análise do presidente do Fed, a valorização foi além da conta e, cedo ou tarde, os preços das ações tenderiam a cair mais forte para ajustar-se à realidade da economia norte-americana.
Embora o cenário internacional seja pouco alentador, as Bolsas brasileiras chegaram ao fim do pregão esboçando recuperação. A de São Paulo chegou a recuar 1,87%, mas reagiu e fechou o pregão com a queda diluída a 0,1%, influenciada pela expectativa otimista com o leilão de privatização da Telebrás, marcado para a quarta-feira. A Bolsa do Rio teve ligeira alta: 0,03%.

mockup