Bolsas têm outro dia de queda. Fluxo cambial preocupa
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sábado, 09 de janeiro de 1999
Agência Estado 
Boatos de que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, estaria demissionário e preocupações com a fuga de dólares provocaram mais um dia de tensão no mercado ontem, levando a Bovespa a cair 2,49%. O dia até que começou razoável para o mercado, que aprovou a reação do governo federal à moratória decretada pelo governador mineiro, Itamar Franco.
O fato de a decisão não ter sido seguida por outros Estados, como o mercado temia até ontem, também agradou. O clima não chegava a ser de otimismo, já que a situação ainda não está resolvida, mas a impressão era de que a moratória não iria se alastrar pelo País. Com isso, o IBovespa chegou a subir 2%, para fechar em queda de 2,49%.
A Bolsa de Nova York também ajudava, animada com números que mostraram um índice de desemprego abaixo do esperado nos EUA. O Índice Dow Jones subiu 1,11%, fechando a 9.643,32 pontos, novo nível recorde. À tarde, porém, surgiu o boato de que Malan sairia do governo por não concordar com a indicação de Emílio Carrazai, ligado ao PFL, para a presidência da Caixa Econômica Federal. Embora fosse um rumor pouco consistente, o nervosismo do mercado fez com que o IBovespa, que já estava no vermelho, chegasse a cair 3,57%.
O boato foi logo desmentido pelo governo, o que fez com que o índice recuperasse parte da perda. Ainda assim, investidores apostaram em fortes altas para o juro a partir de fevereiro. A preocupação maior é com o fluxo cambial, que já beira US$ 1 bilhão nos primeiros cinco dias úteis do ano.


