Bolsas têm, de modo geral, um ano ruim
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sábado, 30 de dezembro de 2000
Agência Estado 
Bolsas em queda e dólar em baixa. No último dia de negócios do ano, os norte-americanos pareceram antecipar o que parte dos analistas mais céticos esperam para a economia dos EUA no próximo ano: tempos difíceis. O desempenho da Nasdaq, bolsa eletrônica que tornou-se símbolo da nova economia e do dinamismo da economia dos EUA, caiu hoje 3,41%, acumulando uma perda de aproximadamente 40% no ano.
O desempenho da Bolsa de Nova York, apesar de não ser tão ruim quanto o da Nasdaq, também foi negativo no ano. O índice Dow Jones fechou o ano com perda de 6,16%. Ontem, depois de um pregão em que o índice oscilou entre pequenas altas e baixas, o índice acabou caindo 0,74%.
O mercado acionário da Irlanda foi uma das ilhas de excelência entre as Bolsas européias. O índice amplo ISEQ, principal referencial do pregão de Dublin, encerrou o último ano do século com alta de 14%, em 5.722,57 pontos, enquanto o índice Financeiro ISEQ, um barômetro mais restrito, somou 23%, fechando em 7.849,13 pontos.
O mercado irlandês teve um desempenho superior aos de Londres, onde o FT-100 recuou 10,2% no ano, e de Frankfurt, onde o Xetra-DAX cedeu 7,5% em 2000. Londres e Frankfurt não terminavam abaixo do nível do início do ano desde 1994.
Para o Neuer Markt, o pregão alemão que concentra ações de alta tecnologia, o ano também foi ruim. O índice amplo desse mercado, o ASI, encerrou o ano com perda de 40%, em 2.729,86 pontos, de 4.572,18 pontos em 30 de dezembro de 1999.
Outros mercados europeus que terminaram o ano com ganhos foram os de Estocolmo (+10,6%) e o de Zurique (+7,5%). A Bolsa de Amsterdã conseguiu amortecer parte das instabilidades e fechou 2000 com uma queda moderada. O índice AEX, benchmark do mercado, caiu apenas 3,8% em relação ao nível de fechamento de 1999.
Na Bolsa de Valores de Buenos Aires o índice Merval caiu 24,3% ao longo deste ano, perdendo quase tudo o que havia avançado em 1999. Esta foi a pior queda de todos os mercados emergentes latino-americanos.
O índice Nikkei-225, benchmark da Bolsa de Tóquio, terminou o ano com perda de 5.148,65 pontos, ou 27,2%, em relação ao início de 2000. Na última sessão deste século, que durou apenas metade do período normal, o índice também fechou em baixa, perdendo 161,27 pontos (-1,2%), para situar-se em 13.785,69 pontos, o pior nível de fechamento desde 1985.


