As Bolsas de Valores retomaram a alta, ontem, apoiadas na perspectiva de melhora da crise econômica no Japão e na Rússia. A Bolsa de São Paulo atravessou o pregão oscilando em estreito intervalo, entre uma alta máxima de 1,31% e mínima de 0,25%, e fechou com valorização de 0,90%. A estreita faixa de variação traduziu um pregão sem empolgação, como ficou estampado também no baixo volume movimentado. A Bolsa paulista negociou apenas R$ 368,399 milhões, o segundo volume financeiro mais baixo do mês. A Bolsa do Rio fechou em alta de 0,15%.
A torcida é para que uma estabilização no quadro de crise internacional estimule o ingresso de capital estrangeiro para a compra de ações nas Bolsas brasileiras, principalmente com a proximidade do leilão de privatização da Telebrás, marcado para o próximo dia 29.
O cenário externo desfavorável, um fator que inibe o investimento em mercados emergentes, como o brasileiro, estaria apontando para uma reversão, após as eleições de fim de semana no Japão e o acordo entre a Rússia e o Fundo Monetário Internacional (FMI). A percepção do mercado foi que a queda do primeiro-ministro japonês, Ryutaro Hashimoto, após a derrota do Partido Liberal Democrático (PDL), abre a porta para a busca de solução para a crise no país. A Bolsa de Tóquio fechou com valorização de 1,68%.

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