São boas as perspectivas para o mercado financeiro na retomada dos negócios hoje. Primeiro porque o comunicado conjunto do Brasil e do Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciado na quinta-feira, conferiu um razoável grau de tranquilidade aos investidores, ao respaldar as políticas cambial e monetária do País.
Segundo porque as Bolsas domésticas devem refletir hoje o ótimo desempenho de ontem dos mercados acionários internacionais. A perspectiva de que o Japão está próximo de resolver os problemas do seu sistema financeiro deu alento às Bolsas do mundo todo. O mercado de Tóquio subiu 5,24% e o de Nova York, 102 pontos, ou 1,29%.
Para os analistas, o comunicado conjunto com o FMI agradou ao mercado principalmente por explicitar o ‘‘firme compromisso’’ do governo brasileiro com a manutenção do ‘‘regime cambial vigente’’. Desse modo, a perspectiva de uma desvalorização do real em relação ao dólar, esse temor fica mais distante.
Mais tranquilo, o mercado segue esperando as medidas de ajuste fiscal, que devem ser anunciadas no próximo dia 20 e acompanhando o fluxo de dólares. O problema, lembram operadores, é que falta dinheiro novo nos pregões.
Na Bolsa de São Paulo, os negócios têm ficado nas mãos dos investidores que atuam no day-trade, comprando e vendendo ações no mesmo dia. Assim, é difícil uma recuperação consistente, ainda que as ações estejam baratas.
Além disso, há outro fator que pode aumentar a oscilação das bolsas nestes dias: a proximidade do vencimento dos contratos de Índice Bovespa (IBovespa) futuro (na quarta) e de opções (na segunda).

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