Marie Hippenmeyer/France PresseMudança de rotaNervosismo contaminou a Bolsa de São Paulo, ontem, que interrompeu sequência de altas e caiu 4,5%As bolsas sucumbiram ontem ao nervosismo dos demais segmentos do mercado financeiro. A tensão no câmbio tornou-se explícita, com o dólar atingindo a cotação máxima de de R$ 1,76, o que demoliu qualquer esboço de expectativa positiva para o curto prazo. O Ibovespa fechou em queda de 4,59% e volume financeiro de R$ 779 milhões. O IBV carioca caiu menos (-1,49%), alinhando-se ao mercado paulista porque anteontem foi feriado no Rio. Na BM&F, o Ibovespa futuro perdeu 5,91%, para 7.480 pontos.
Se de um lado, a queda de ontem poderia ser atribuída a um movimento de realização de lucros, de outro, foi inegável a deterioração do ambiente no mercado. Boatos correram soltos entre as mesas de operação: iam desde a iminência do anúncio de um Plano Real 2 até o estabelecimento de restrições à saída de dólares do País.
Pelo mundoA contínua desvalorização do real e a queda do mercado acionário brasileiro voltaram a abalar os mercados acionários mundiais ontem. Operadores em Wall Street comentavam que o estoque de dólares dos bancos comerciais brasileiros estão minguando, enquanto persiste a fuga de divisas pelo câmbio. Wall Street fechou em queda de 0,77%. A Bolsa de Londres fechou em queda de 1,4%. No mercado de ações de Paris, o índice CAC-40 caiu 0,9%. Na Bolsa de Valores de Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 0,3%, com volume inferior às médias recentes. O mercado acionário de Madri caiu 1,7%, em meio a preocupações com os mercados brasileiros. Na Bolsa de Lisboa, o índice BVL-30 fechou em alta de 0,9%. A Bolsa de Valores da Cidade do México fechou em queda de 1,09% e em Buenos Aires, o mercado acionário perdeu 6,16%, ambos seguindo a desvalorização do mercado brasileiro.

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