Bolsas recuperam parte das perdas. Bovespa sobe
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sexta-feira, 14 de novembro de 1997
Agência Folha São Paulo 
A Bolsa de São Paulo continuou oscilando muito ontem, seguindo o ritmo das notícias que chegavam do exterior. No fechamento, apresentava alta de 3,19%, embalada pelo desempenho do mercado de Nova York, que subiu 1,17%. Logo na abertura, as cotações subiram quase 5% na Bovespa, com os investidores animados pela alta do mercado de Hong Kong e pela maior estabilidade de Tóquio. A Bolsa do Rio fechou com alta de 1,36%.
Esse mesmo movimento também se deu no mercado de Nova York, que também abriu em alta, ganhando logo nos primeiros minutos quase 1%. Quando o mercado nova-iorquino perdeu a força, o paulista passou da alta para a baixa - chegou a cair mais de 3% no meio da tarde, quando em Nova York o Dow Jones também ficou negativo.
Entre bancos e corretoras, a principal explicação é que os investidores não chegaram a formar um consenso sobre o futuro das cotações nas Bolsas brasileiras, ao menos para o curto prazo. O certo, dizem analistas e operadores do mercado financeiro, é que as oscilações continuarão a ser expressivas, como ontem. Uma das razões é que o fluxo de novos investimentos continua fraco, já que as altas taxas de juros desviam recursos para as aplicações de renda fixa. E as vendas continuam fortes, puxadas pelos fundos de investimento que precisam fazer frente aos saques.
ReaçãoCom poucas exceções - como a do mercado indonésio, tumultuado pelos boatos de quebradeira de bancos -, várias bolsas asiáticas conseguiram recuperar ontem parte das perdas dos últimos dias. A atuação da Bolsa de Hong Kong, que conseguiu fugir da influência de Wall Street da véspera e fechar em alta de 1,17%, incentivada pela esperança de que a queda nas taxas de juros interbancárias irá continuar, contribuiu para melhorar a atmosfera catastrófica da véspera no mercado global.
As bolsas européias, apesar do sentimento de incertezas dominante, fecharam predominantemente em alta e, dando continuidade ao círculo virtuoso, influenciaram positivamente Wall Street (alta de 1,17%). Com Nova York em alta, as bolsas latino-americanas tentaram acompanhar o ritmo, mas só São Paulo obteve êxito. As bolsas argentina e mexicana encerram o dia com quedas superiores a 2%.


