Bolsas prevêem dias difíceis e estudam fusão
As Bolsas de Valores de São Paulo e do Rio estão se adaptando ao novo tamanho do mercado financeiro brasileiro e reduzindo sua estrutura. O sistema inteiro está fazendo um ajuste. As corretoras e a Bolsa, diz o presidente da Bolsa de São Paulo, Alfredo Rizkallah.
O corte de funcionários nas Bolsas do Rio e de São Paulo chegou a 140 pessoas - 70 pessoas em São Paulo e 70 no Rio. Hoje, a Bolsa de Valores de São Paulo tem cerca de 450 funcionários, e a do Rio, 280. Os cortes não visam apenas adequar a estrutura das instituições a uma crise financeira momentânea, como a causada pela moratória da Rússia, em meados de agosto, e que se estendeu até o final de outubro último. Em agosto, deixou a Bolsa de Valores de São Paulo R$ 1,7 bilhão apenas em recursos externos. Em setembro, saiu mais R$ 1,5 bilhão.
A Bolsa de São Paulo chegou a negociar, no primeiro semestre do ano passado, em torno de R$ 1,2 bilhão por dia. Nos dias atuais, em momentos de euforia, os negócios batem em R$ 700 milhões. Foi feito todo um ajuste de estrutura da Bolsa para um período, eu não diria de vacas magras, mas sim de seriedade muito maior. Isso implica redução de material, pessoal, racionalização de custos.
A redução nos volumes negociados com ações no Brasil acabou apressando uma discussão antiga, sobre a fusão da Bolsa de São Paulo com a Bolsa do Rio. Se nós estamos reavaliando estruturas e custos, esse é o momento adequado para aprofundarmos o debate com nossos colegas do Rio, disse Rizkallah. Ele afirmou que está em fase bem adiantada a discussão para unificar os sistemas de negociação e de comunicação das duas Bolsas.





