Se não ocorrerem novas desvalorizações do real e o Congresso seguir aprovando as medidas de ajuste fiscal, as Bolsas podem dar início a uma trajetória de recuperação. Os preços das ações, que já estavam muito baixos, ficaram especialmente deprimidos em dólar, o que tende a atrair o investidor estrangeiro. De terça a sexta, o real perdeu 17,37% do seu valor.
O problema é que ainda há muitas questões que precisam ser definidas. A nova política cambial, por exemplo, só deve ser anunciada hoje. E a desvalorização do real, se permite a queda das taxas de juros, também tem seus efeitos colaterais: empresas endividadas em dólar podem quebrar e a queda da atividade econômica pode ser mais acentuada do que se previa antes da mudança do câmbio.
Assim, os resultados das companhias podem ser duramente atingidos, o que é ruim para as Bolsas. E vale lembrar que o mercado continua de olho no processo de ajuste fiscal. Se persistirem os problemas no equilíbrio das contas públicas, o capital externo poderá permanecer afastado do País e dos pregões, o que é péssimo para as Bolsas.

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