Bolsas poderão ficar isentas do imposto do cheque
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de janeiro de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - A equipe econômica do governo teme que as bolsas de valores brasileiras sejam enfraquecidas com o início da cobrança da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), segundo admitiu ontem o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente. Na sexta-feira, haverá uma reunião na Fazenda para analisar se a taxação prejudicará de fato o ingresso de recursos em bolsa e se, em função disso, a CPMF precisará ser eliminada dessas operações.
As medidas, caso sejam necessárias, serão decididas ao longo da próxima semana, segundo Parente.Nosso objetivo não é enfraquecer as bolsas brasileiras e, por isso, vamos analisar o problema, esclareceu o secretário.
A principal preocupação é de que a cobrança dos 0,2% da CPMF no ingresso e na saída de recursos estrangeiros aplicados em bolsa torne esse investimento pouco atrativo e as empresas brasileiras sejam forçadas a intensificar um movimento, já existente, de transferir as transações com seus papéis para as bolsas de valores nos Estados Unidos. Esses argumentos têm sido mencionados pelo diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Gustavo Franco, para criticar a cobrança da CPMF nas bolsas.
Parente disse, também, que todas as decisões sobre a cobrança da CPMF deverão ser tomadas na próxima semana. O mercado financeiro precisa se preparar para a cobrança da contribuição, e não faz sentido baixarmos as normas na última hora, disse ele. A CPMF começa a ser cobrada no dia 23 de janeiro.


