Arquivo FolhaPerda sobre perdaBolsa de São Paulo teve baixa de 4,71%; a do Rio, de 4,01%As bolsas abriram o mês de setembro com outra queda espetacular. O Ibovespa fechou com perda de 4,71%, acumulando desvalorização de 10,28% em dois pregões. Telebrás PN cedeu 4,28%, cotada a R$ 123,00 o lote de mil. Na BM&F, o índice futuro caiu 4,77%. Ao contrário de sexta-feira, contudo, a liquidez foi bastante estreita. A bolsa paulista movimentou somente R$ 554 milhões com feriado (Dia do Trabalho) nos EUA. A Bolsa do Rio fechou em queda de 4,01%.
Fundamentalmente, foram os pequenos investidores que derrubaram o mercado ontem. Houve saques de fundos de renda variável e de ações, que já amanheceram com telefonemas de seus clientes, preocupados com o ranking das aplicações financeiras em agosto. Vale lembrar que, no mês passado, o Ibovespa recuou 17,58%, impondo pesadas perdas aos aplicadores neófitos.
Conforme alertavam analistas há algumas semanas, o perfil deste investidor não é confiável do ponto de vista do mercado. É inseguro, se assusta com quedas repentinas e não tem paciência para esperar resultados no longo prazo. Resultado: tende a perder os minibooms da bolsa, pois costuma entrar na alta e sair na baixa. O curioso é que, nesta segunda-feira, enquanto os pequenos atuavam na venda, grandes players tratavam de recompor parte de suas carteiras.
A tensão com o mercado asiático persiste, apesar de ontem não ter havido grandes sustos. A rúpia da Indonésia recuou, mesmo com o anúncio do banco central de medidas de controle para negociações futuras com a moeda. Na Malásia, os mercados locais estiveram fechados por causa de feriado. No entanto, nos mercados asiáticos, o ringgit era cotado em 2,9029 por dólar no fim do dia, pouco abaixo de 2,9025 por dólar na sexta-feira. Já o baht da Tailândia fechou em nível recorde de baixa no mercado doméstico, em 34,55 por dólar.

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