Apesar da turbulência registrada nas bolsas de valores em julho, o investimento em ações fechou outro mês como a mais rentável das aplicações financeiras. Os mercados acionários de São Paulo e do Rio de Janeiro avançaram 2,43% e 3,69% no período, respectivamente.
Com a venda de ações pelos investidores para realização de lucros, aliada à crise cambial na Ásia, o mercado paulista amargou um recuo de 14,99% na terceira semana do mês. O temor era o de que os pequenos investidores, que entraram em fundos de ações e de carteira livre pela primeira vez, sacassem maciçamente dessas aplicações, assustados com o tombo das bolsas. Mas não foi o que ocorreu. Os resgates concentraram-se em alguns dias, especialmente num pregão em que a Bolsa de São Paulo caiu mais de 8%. Depois disso, no entanto, vários bancos passaram a captar recursos por meio desses fundos.
Nas últimas duas semanas do mês, as bolsas passaram por uma fase de acomodação. Houve uma recuperação das perdas, e esses mercados fecharam com valorização positiva, ainda que bem mais modesta do que nos meses anteriores. No ano, as bolsas de São Paulo e do Rio acumulam alta de 82,84% e 78,08%, pela ordem. Para os próximos meses, os analistas entendem que as bolsas têm boas perspectivas.
Todas as aplicações de renda fixa em julho, sem exceção, apresentaram rendimento superior à variação da inflação, medida pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ficou em apenas 0,09%. Os CDBs para quantias superiores a R$ 100 mil apresentaram a melhor rentabilidade do segmento, com rendimento de 1,39% líquido. Os fundos de 60 dias, a melhor opção para o pequeno investidor, renderam em média 1,25% líquido. A caderneta, por sua vez, pagou 1,16%.

mockup