O Índice Bovespa, que mede a evolução dos preços das ações mais negociadas na Bolsa paulista, subiu 20,04% em março, quase repetindo o desempenho de janeiro. No ano, o Ibovespa já se valorizou 57,67% em reais.
O dólar despencou no mês passado. O comercial caiu 15,69%, de R$ 2,04 para R$ 1,72 na cotação de fechamento diário. O ‘‘black’’ recuou 7,69%. A volta dos dólares ao país teve efeito tanto sobre a alta da Bolsa quanto sobre a queda da moeda.
No segmento de juros, a liderança ficou com o CDB (Certificado de Depósito Bancário) prefixado de grande investidor, que consegue taxa de mesa (e não de agência). Ajustada para 23 dias úteis, o rendimento chegou a 3,18% brutos e 2,54% líquidos.
Os FIFs de 60 dias renderam, na média, 2,51% líquidos, e os de 30 dias, 2,38% também líquidos do Imposto de Renda de 20% sobre a taxa bruta. A poupança ficou com bem menos. De 1º de março a 1º de abril (1,6672%), em boa medida devido ao redutor maior da TR.
De qualquer forma, é bom lembrar que a caderneta não paga 0,38% de IOF na aplicação, como ocorre com fundos e CDBs. O cálculo de rentabilidade média desses investimentos não considerou o impacto do IOF. Na comparação com o IGP-M de 2,83%, o juro real das aplicações de renda fixa foi novamente negativo, pelo menos na taxa líquida. Acontece que o IGP-M reflete mais os preços no atacado.
O IPC da Fipe (estimativa de 0,8%) e mesmo o IPC que integra o IGP-M (1,19%), indicadores de custo de vida, foram bem mais baixos em março. Analistas financeiros também lembram que juro real é algo que deve ser medido em prazos mais longos, e não em apenas um ou dois meses. Para prazos maiores, como um ano, os juros das aplicações financeiras se mantêm bastante positivos.Arquivo FolhaMercado em altaA Bolsa de São Paulo subiu 20,04% em março; no ano, valorização das ações já chega a 57,67%Agência Folha

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