Bolsas foram investimento mais rentável em fevereiro
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - As Bolsas de Valores encerraram fevereiro sustentando, mais uma vez, a condição de investimento mais rentável do mês. A de São Paulo acumulou valorização nominal de 10,85%, que sobe para 25,41% apenas nos dois primeiros meses do ano; a do Rio de Janeiro, de 8,40% em fevereiro e de 24,68% no ano, até agora.
O avanço das ações em fevereiro foi menor que em janeiro, quando a Bolsa carioca apurou alta de 15,02% e a paulista de 13,14%, porque o mercado esbarrou, primeiro, na instabilidade de vencimento de exercício de opções e, depois, na crise dos títulos públicos. Os desdobramentos das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a emissão de títulos, que levou ao fechamento de várias instituições financeiras, perturbou o mercado.
As incertezas dos investidores foram agravadas também, nos últimos dias, pelas declarações do presidente do Federal Reserve Board (FED), o banco central norte-americano, Alan Greenspan, sugerindo interrupção da alta das ações e elevação dos juros nos Estados Unidos.
A indefinição desses fatores tende a manter as bolsas sem tendência mais clara porque os investidores podem aproveitar o momento para continuar vendendo ações e assegurar os lucros obtidos até agora. Apenas um fato novo, como o avanço das reformas econômicas ou das privatizações, poderia levar o mercado de ações a embicar novas altas.
As aplicações de renda fixa não surpreenderam e tampouco acenam com novidades em março. Embora o juro nominal permaneça baixo e frustrando o investidor, o forte declínio da inflação em fevereiro assegurou ampla margem de ganho real aos investidores. A vistosa valorização do ouro, de 5,73%, foi influenciada pela alta dos preços internacionais.


