Bolsas fecham em baixa e US$ 1 bi deixam o País
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quarta-feira, 28 de outubro de 1998
Das agências 
A instabilidade e a falta de um rumo deixam dúvidas para o mercado. Entre elas, como e quando o Congresso votará e quando as medidas serão adotadas. A Bolsa de São Paulo chegou a trabalhar em alta, de até 3,93% no início da tarde, mas fechou em queda de 0,63% o pregão de ontem, marcado por forte volatilidade. A Bolsa do Rio também caiu: 0,18%.
Os mercados futuros passaram a projetar juros e desvalorização cambial maior ontem após o anúncio das medidas fiscais pelo governo federal. O pacote não trouxe surpresas. Mas, segundo analistas, o mercado percebeu que parte fundamental das medidas de ajuste depende de aprovação do Congresso, o que pode demorar. Sem o ajuste fiscal aprovado, não haverá ajuda do Fundo Monetário Internacional e nem redução das taxas de juros. As expectativas dos analistas eram de uma redução mais rápida e forte nas taxas de juros do que as que o governo sinalizou por intermédio de suas projeções de déficit público (22% ao ano em 99, na média, 17% ao ano em 2000 e abaixo de 15% em 2001) e nos pronunciamentos de seus integrantes.
Os contratos para vencimento em dezembro, que projetam taxas para novembro, passaram a estimar juros de 39,06% ao ano, contra 37,79% anteontem.
Ontem a saíde de dólares bateu quase em US$ 1 bilhão. Com juros altos, o governo torna os investimentos em reais mais atrativos e tenta segurar os dólares que não param de sair do País. Para analistas, na reunião do Copom seria reduzida a Tban, o teto dos juros do over, para algo em torno de 35% ao ano.


