Agência Estado
De São Paulo
As bolsas de valores viveram mais um dia de realização de lucros por três motivos: a persistente alta dos preços do petróleo no mercado internacional, os pujantes resultados das companhias americanas no quarto trimestre de 99 e o consequente temor de que os juros subam mais do que 0,25 ponto percentual em fevereiro. Por fim, houve manobras referentes ao vencimento de opções na Bolsa de Nova York, que acontece na sexta-feira.
Às 18 horas, o índice Dow Jones caía 47 pontos. Aqui, o Ibovespa fechou em baixa de 2,41%, na mínima do dia, em 17.470 pontos. O giro no mercado paulista somou R$ 974 milhões.
O registro de ingresso de dólares ontem à tarde fez a cotação do dólar reverter um movimento de alta que se verificava desde a abertura dos negócios. O ‘‘pronto’’ fechou em queda de 0,17%, a R$ 1,7920. De acordo com operadores, dois bancos se destacaram na ponta de venda depois do almoço, empurrando os preços para baixo.
O dólar abriu em alta, chegando a subir 0,56%, sendo negociado a R$ 1,8050 na máxima do dia. A pressão sobre o câmbio deveu-se a uma série de motivos, que teve na divulgação da segunda prévia do IGP-M no final da tarde de ontem o primeiro deles. O mercado não esperava um índice acima de 1% e a taxa divulgada pela FGV cravou 1,10%.
O Banco Central captou ontem US$ 1 bilhão no mercado global. Os títulos, denominados em dólar, tem prazo de 20 anos. A emissão foi feita ao preço de 96,394% com spread de 650 pontos base acima do título do tesouro americano de prazo equivalente. O cupom foi de 12,75% ao ano, resultando numa taxa de retorno para o investidor de 13,27% ao ano.