Bolsas dos EUA ajudaram a Bovespa
As Bolsas norte-americanas também ajudaram a Bovespa nos dois últimos pregões. O crescimento de 6,1% do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, no primeiro trimestre deste ano, animou os investidores na quinta-feira.
Mas a semana foi de novos escândalos relacionados à contabilidade das empresas, começando pela WorldCom na terça-feira e a Xerox dois dias depois. Investidores nos Estados Unidos, desta vez, abateram-se menos com a reprodução do balanço inflado pela Xerox.
A Nasdaq (Bolsa eletrônica das ações de alta tecnologia) fechou em discreta alta de 0,39% e o Dow Jones da Bolsa de Nova York terminou o dia com baixa de 0,29%.
''As Bolsas americanas, como a Bovespa, estão atraentes porque se desvalorizaram muito', lembra Michel Campanella, da corretora Socopa.
A Nasdaq conseguiu um resultado ainda pior que o da Bovespa nos primeiros seis meses de 2002: caiu 24,89%, enquanto o Dow Jones recuou 7,77% no período.
Mesmo com o anúncio de um plano de recompra de 3,6 bilhões de ações ordinárias e de 11,6 bilhões de ações preferenciais, a Embratel, controlada pela WorldCom, liderou as perdas da Bovespa na sexta-feira.
Embratel PN caiu 22,87% e Embratel ON, 10,30%, invertendo o movimento de alta iniciado após a notícia da recompra. ''Entrou uma ordem de venda de cliente que, pela força, pelo volume, era estrangeiro', afirma outro operador.
Se a WorldCom tinha problemas para o financiamento da dívida, ''agora ela se tornou inviável', segundo Campanella.
''A recompra não é suficiente. Serve apenas para tentar reduzir a oscilação e colocar as ações em tesouraria. Mesmo com essa melhora no desempenho da Bolsa, ela continua atraente para quem pode deixar o dinheiro lá por pelo menos um ano e meio', diz o consultor Victor Zaremba.





