O mercado acionário paulista voltou a subir ontem, fechando em alta de 2,43%. Com essa valorização, o Índice Bovespa (IBovespa) passou a acumular ganho de 4,81% nos dois pregões realizados no mês. O volume negociado continuou reduzido, somando R$ 221,869 milhões. A Bolsa do Rio acompanhou o ritmo da Bovespa, e encerrou o dia com valorização de 2,4%.
Segundo o diretor do Banco AGF-Braseg, Kazuhiro Miyamoto, como o Congresso só vai iniciar as votações das medidas de ajuste fiscal nos próximos dias, o mercado interno seguiu o comportamento da Bolsa de Nova York, que teve alta expressiva.
Miyamoto destaca ainda o fato de que a queda do IBovespa em dezembro, de 21,40%, foi exagerada. Assim, a valorização dos dois últimos dias pode ser entendida como uma correção técnica.
O diretor do AGF-Braseg lembra que o mercado está de olho na tramitação da emenda da CPMF no Congresso. A aprovação da proposta é fundamental para o governo cumprir as metas previstas no acordo com o FMI. O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, disse que fará todo o possível para que a Casa vote a prorrogação da CPMF, em primeiro turno, ainda nesta semana. Até lá, o mercado vai se arrastando, como ontem. Pelo sim, pelo não, ninguém esboça movimento algum de antecipação de eventuais vitórias do governo. Mas toda a movimentação em Brasília trouxe de volta um esboço de otimismo entre os investidores. Os investidores estão atentos ao fluxo cambial. Até as 18h30, a saída de dólares era de US$ 100 milhões.

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